Restaurações Anteriores – O que eu tenho feito

Introdução
As Restaurações Classe III e IV são procedimentos bastante comuns e na maioria das vezes responsável por definir a competência do profissional para o paciente. Por mais que o CD se preocupe em realizar sobreforro com Hidróxido de Cálcio e Ionômero de Vidro por um tempo em molares para evitar a sensibilidade numa Classe I profunda, ou realize uma Classe II com todo o cuidado do mundo, utilizando matriz e tudo mais, uma restauração anterior ineficaz é como uma festa que acabou em briga, compromete e desvaloriza o seu serviço.

Dar forma e funcionalidade não é o suficiente. Dependendo do seu ambiente de trabalho e da sua experiência com o uso de compósitos, vai ser muito difícil conseguir tornar a restauração imperceptível. Os casos que mostrarei aqui foram feitos em clínicas populares as quais eu trabalhei por um tempo.

Obs. As fotos não representam o aspecto inicial e final do caso (apenas momentos em que foram oportunos para eu tirar a luva e fotografar), trata-se apenas de uma tentativa de ilustração.

Material
Resinas : Fillmagic ( Coltene ) e Llis (FGM) Cores Disponíveis : EA1, EA2 e  EA3,5
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Adesivos: Master Bond ( Biodinâmica) e Magic Bond ( Vigodent)
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Considerações a Respeito dos Materiais :
Os dois adesivos são de consistência extremamente viscosa, consequentemente de evaporação lenta. Para uma adequada penetração nos túbulos dentinários é preciso que, após o ataque ácido, o microbrush embebido em adesivo entre em contato com a cavidade por pelo menos uns 30 segundos, e que após isso se espere um tempo até que aconteça a evaporação, caso contrári, mesmo após a polimerização ( o foto de lá também não era essas coisas todas), quando você for colocar a resina, a cavidade ainda estará molhada. Eu não sei até que ponto isso influencia na adesividade, mas acredito que muito.

As resinas são de marcas sabidamente inferiores, mas o aspecto que mais me incomodava era a sua translucidez e viscosidade. Em casos onde era necessário substituir dentina, ou quando a cárie tinha perfurado da vestibular até a lingual, a restauração ficava um pouco escurecida,pois mostrava o fundo da boca, nesses momentos eu sentia falta de uma resina de dentina.

Caso 1
caso 1
Contatos proximais são os mais chatos de reconstruir, principalmente em casos como este onde não há apoio para deixar a matriz de poliéster em posição. O que eu faço é começar pela palatina, com uma resina mais escura e ir colocando incrementos mais claro até a vestibular. O Bisel é essencial para dar uma disfarçada na interface dente x restauração.

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dfgdfgdfgsdtyrtyrthhCada restauração dessa na clínica custava 20 Reais, e a grande maioria dos pacientes ficou mais que satisfeito. Talvez esteticamente muitos tenham ficado assimétricos, com algumas falhas na forma e na cor também, mas acredito que dentro do que eu tinha de material e tempo disponível eu consegui fazer um trabalho “digno”. Quando esses procedimentos foram feitos eu tinha pouco mais de 2 meses de formado, foi no mínimo um desafio. Comentem.

PROTOCOLOS DE DENTÍSTICA (OBS. Incompletos)

CAVIDADE RASA – AMÁLGAMA
Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;** ( Explicado no final)
Inserção do amálgama.

CAVIDADE MÉDIA – AMÁLGAMA
Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;**
Cimento de hidróxido de cálcio;
Inserção do amálgama.

CAVIDADE PROFUNDA- AMÁLGAMA
Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;**
Forramento – Cimento de hidróxido de cálcio;
Sobreforro – OZE tipo II ou III (IRM)
Inserção do amálgama.

OU

Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;**
Forramento – Cimento de hidróxido de cálcio;
Sobreforro – CIV**;
*Ataque com Ácido Poliacrílico a 25% por 10 Segundos, Lava a Cavidade, seca e insere o ionômero de Vidro ( Baratieri : Procedimentos Preventivos e Restauradores)
Inserção do amálgama.

CAVIDADE MUITO PROFUNDA COM SUSPEITA DE EXPOSIÇÃO PULPAR (MICROEXPOSIÇÃO) – AMÁLGAMA.

Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;
Pó de hidróxido de cálcio;
Cimento de hidróxido de cálcio;
Sobreforro – OZE tipo II ou III (IRM) ;
Inserção do amálgama.

OU

Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;
Pó de hidróxido de cálcio;
Cimento de hidróxido de cálcio;
Sobreforro – CIV;
Inserção do amálgama.

CAVIDADE RASA -RESINA COMPOSTA

Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;
Ataque de ácido fosfórico a 37%  15” em esmalte, 10” em Dentina

Sistema adesivo; aplica, espera 10” e fotopolimeriza por 30, depois aplica novamente e ja fotopolimeriza.

Inserção da RC Em pequenas porções para evitar a contração de polimerização.

CAVIDADE  MÉDIA RESINA COMPOSTA

Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;
CIV
Ataque ácido
Sistema adesivo;
Inserção da RC.

OU

Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;
Ataque ácido;
Sistema adesivo;
Inserção da RC.

CAVIDADE PROFUNDA RESINA COMPOSTA
Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;
Cimento de hidróxido de cálcio;
CIV;
Ataque ácido;
Sistema adesivo;
Inserção da RC.

CAVIDADE MUITO PROFUNDA COM  SUSPEITA DE EXPOSIÇÃO PULPAR (MICROEXPOSIÇÃO)–RC
Preparo cavitário;
Limpeza cavitária;
Pó de hidróxido de cálcio;
Cimento de hidróxido de cálcio;
CIV;
Ataque ácido;
Sistema adesivo.
Inserção da resina composta

LIMPEZA DA CAVIDADE****
Tergensol com bolinha de algodão, lavar com água e secar;

Aplicar Clorexidina 0,12% com bolinha de algodão, deixar 10”, secar com bolinha de algodão estéril;

Iniciar a proteção pulpar;

CAPEAMENTO  PULPAR DIRETO

Curetagem superficial;

Lavar com água de cal ou soro fisiológico;

Secar com bolinha de algodão estéril;

Aplicar corticosteróide por 5’;

Secar com bolinha de algodão estéril;

Aplicar pó de hidróxido de cálcio P.A;

Cobrir com cimento de hidróxido de cálcio;

Proteção provisória com OZE;

Avaliar a cada 15 dias e após 60 dias, restaurar definitivo;

Controle radiográfico e teste de vitalidade pulpar a cada 3 meses.

***
Dicas do Segunda
-Se o preparo envolver proximais,como uma MOD, por exemplo, citar o uso do sistema matriz e cunha. Inserir o material começando pelas proximais e ir nivelando com a caixa oclusal.
-Não associar OZE(IRM) com Resina Composta.
-Se o material restaurador for o CIV, fazer uso do verniz para evitar sinérese ou embebição.
-Só se faz Capeamento com certeza de exposição pulpar.

Questões Dentística

Marque V ou F
( )Durante a confecção do preparo Classe V para CIV, as canaletas de retenção são indispensáveis, pois a cavidade é expulsiva
( ) Na fase de acabamento das paredes de esmalte , no preparo classe V para RC, é indicada a confecção do bisel.
( )No preparo e restaurações classe V para CIV, podemos afirmar que não se faz bisel e o material é inserido pela técnica incremental.
( )Na técnica do sanduíche, o bisel pode ser feito antes ou depois da aplicação do forramento.

Protocolos
1. Cavidade Classe II MOD Elemento 45.
Anestesia , Isolamento Absoluto, Preparo Cavitário : Observar Formas de Contorno, Resistência, Retenção, Conveniência. Aplainamento da margem gengival.  Utilizar instrumentos de corte para acabamento dos ângulos diedros e triedros. Arredondamento dos angulos vestíbulo gengival. Utilizar Sistema matriz para ajudar na reconstrução das paredes proximais.Inserir amálgama começando pelas proximais, e depois na oclusal. Definir os sulcos  e fazer acabamento. E polimento após as 48 horas.

Considerando a mesma cavidade, cite o protocolo para RC
Profilaxia, Seleção da Cor,Anestesia, Isolamento, Utilização de matriz de poliéster, Condicionamento Ác. 15” em Esmalte e 10” em dentina. Lavar bem a cavidade e Secar. Aplicar primer sistema adesivo , esperar 10” e foto por 30”,depois por mais 30” sem esperar, utilizar tira de poliéster para evitar adesão com dente vizinho? Inserir RC em pequenos incrementos, iniciando pela caixa proximal nivelando com a caixa oclusal. Acabamento com multilaminadas e pontas diamantadas na interproximal usar lixas e discos.